O ano de 2026 já está batendo na porta, o ambiente regulatório brasileiro deixa claro que a era do compliance minimalista ficou para trás. O país se move para um modelo de integridade robusta, orientado por fiscalização intensa, padrões ESG avançados e demandas crescentes por transparência. Empresas que insistirem em operar no improviso regulatório caminham para um cenário de risco ampliado. Já aquelas que tratam compliance como pilar estratégico — e não mero checklist — abrem espaço para competitividade real e acesso a mercados mais exigentes.
Fizemos essa lista com os principais vetores que irão moldar o complience brasileiro em 2026
Integridade e Anticorrupção: a obrigatoriedade como novo normal
O combate à corrupção ganha contornos ainda mais técnicos. Programas de integridade passam a ser exigência operacional em contratações de grande vulto com o setor público, exigindo comprovação de efetividade — políticas vivas, controles testados, investigações internas e cultura ética documentada.
Além disso, a agenda anticorrupção se expande para direitos humanos, diversidade e sustentabilidade, aproximando integridade dos pilares ESG. A fronteira entre anticorrupção e responsabilidade socioambiental se dissolve, forçando empresas a integrarem seus sistemas de gestão.
Governança de Dados e LGPD: maturidade regulatória e fiscalização intensa
Em 2026, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) entra em fase de pleno poder regulatório. A ampliação da autonomia institucional da autoridade permite fiscalizações mais rigorosas, maior volume de sanções e acompanhamento técnico de incidentes de segurança.
Setores sensíveis — saúde, financeiro, educação — enfrentam regulamentações complementares, com detalhamento específico de práticas mínimas aceitáveis. Políticas de minimização de dados, governança algorítmica e ética no uso de IA tornam-se obrigatórias.
Empresas incapazes de demonstrar trilhas de auditoria, planos de resposta a incidentes e mapeamento de riscos enfrentarão penalidades crescentes.
ESG e Compliance Ambiental: métricas obrigatórias substituem boas intenções
A partir de 2026, as companhias brasileiras começam a alimentar relatórios alinhados aos padrões internacionais IFRS S1 e S2. Isso coloca o tema ambiental e social no centro da conformidade corporativa.
A regulamentação do mercado de carbono avança, exigindo sistemas de mensuração, reporte e verificação de emissões. Desmatamento, trabalho análogo ao escravo, diversidade e transparência climática deixam de ser temas reputacionais; tornam-se requisitos formais de conformidade.
Setores como agronegócio, energia e mineração enfrentam fiscalização reforçada e maior responsabilização por impactos socioambientais.
Compliance Tributário: o ano-teste da reforma redefine a rotina fiscal
2026 inaugura um sistema dual: as empresas deverão operar simultaneamente no modelo tributário antigo e no novo (IBS e CBS), enviando obrigações acessórias, notas fiscais e declarações em padrões inéditos.
Nesse cenário, inconsistências sistêmicas serão identificadas em tempo real pelos órgãos fiscais. Auditorias internas contínuas e reconciliações automatizadas deixam de ser boas práticas e se tornam mecanismos de sobrevivência.
A complexidade da transição exige ferramentas tecnológicas capazes de acompanhar o novo fluxo regulatório com precisão.
Tecnologia, IA e Analytics: o compliance automatizado e preditivo
A automação dos programas de compliance se consolida: plataformas integradas substituem controles manuais, unificam políticas, registram evidências, monitoram riscos e emitem alertas de anomalia.
A inteligência artificial assume papel central na leitura de padrões suspeitos, previsão de riscos e análise de grandes volumes de dados. Porém, o uso de IA se torna ele próprio objeto de conformidade, exigindo governança algorítmica, documentação de critérios e auditorias frequentes.
Empresas que mantiverem controles manuais enfrentarão atrasos, ineficiência e risco ampliado.
Novas regulamentações: IA, whistleblowing e reforço anticorrupção
O Brasil caminha para adotar um marco legal de Inteligência Artificial, que exigirá transparência, avaliação de impacto e controle de sistemas críticos.
Simultaneamente, avança a legislação de proteção ao denunciante, estruturando canais obrigatórios, regras de anonimato e antirretaliação — pilares que reforçarão a cultura ética e a autodepuração organizacional.
A Nova Lei de Licitações passa a ser plenamente exigida, reforçando programas de integridade como critério objetivo de contratação.
Tendências setoriais: compliance sob medida para cada indústria
- Financeiro: PLD/FT, open finance, criptoativos, governança de dados e resiliência cibernética.
- Saúde: LGPD reforçada, telessaúde, rastreabilidade e compliance farmacêutico.
- Energia e infraestrutura: metas climáticas, segurança operacional e exigências de integridade para grandes obras.
- Agronegócio: desmatamento zero, rastreabilidade e auditorias socioambientais obrigatórias.
- Gás e Petróleo: fortalecimento das exigências de segurança operacional, integridade de dutos e plataformas, gestão de riscos ambientais, conformidade com metas de descarbonização, padrões rigorosos de licenciamento e aderência às novas diretrizes ESG aplicadas ao setor energético.
Cada setor precisa de soluções específicas — mas todas compartilham a mesma exigência: sistemas de gestão capazes de monitorar requisitos legais em tempo real.
Compliance em 2026 requer precisão — e é aqui que o GLAS se torna indispensável
Embora este relatório apresente tendências, ele revela um ponto crítico: o volume, a velocidade e a complexidade regulatória tornam inviável qualquer gestão manual. A conformidade passa a exigir tecnologia, atualização diária e análise multidisciplinar.
É justamente nesse cenário que plataformas avançadas como GLAS se tornam ferramentas estratégicas. Desenvolvido para interpretar requisitos legais, atualizar obrigações automaticamente e transformar informação normativa em ação operacional, o GLAS responde exatamente às demandas que 2026 impõe.
Com monitoramento automatizado de diários oficiais, indicadores ESG, assessoria especializada e auditorias remotas, ele coloca as empresas um passo à frente — não apenas cumprindo a lei, mas estruturando uma governança sólida, eficiente e imune ao improviso.
2026 separa quem reage de quem lidera
O próximo ciclo regulatório não premiará a conformidade tardia. Ele recompensará quem trata compliance como estratégia, investe em tecnologia, integra ESG e adota cultura ética genuína.
Nesse contexto, ter um sistema capaz de antecipar riscos, interpretar normas e orientar a operação com precisão não é luxo — é condição de permanência.
A pergunta, então, deixa de ser “precisamos de compliance?” e passa a ser: “estamos preparados para o compliance que 2026 exige?”
Com o GLAS, estar preparado deixa de ser um desafio — e se torna uma vantagem competitiva real.



